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Habitações, estufas e, inclusive, talheres... Quase todo o necessário para a vida os povoados do Marte irão estampar numa impressora tridimensional, utilizando para isso a matéria-prima que existe no Planeta Vermelho. Quem comunicou estes planos, foi a organização não comercial Mars Foundation. Aliás, os peritos advertem que não se deve sobreestimar as possibilidades de impressoras 3D. A companhia Mars Wan e Elon Musk, fundador da empresa SpaceX também pretendem construir durante os próximos dez ou vinte anos colônias em Marte.
Espera-se
que as impressores tridimensionais ajudem os terrestres e acomodar-se
no Planeta Vermelho. A Mars Foundantion espera "estampar" com a sua
ajuda quase tudo o necessários para os primeiros habitantes, incluindo,
as moradias e os objetos de interior. Eles serão feitos de material
plástico de três tipos – o polietileno, o poliéster e a resina de
époxido. A sua obtenção requer o oxigênio e o metano. Os representantes
do fundo declaram que sabem como se pode obter estes materiais fora dos
limites da Terra. Além da matéria plástica, a "estampagem" vai exigir
também a fibra de vidro e o cimento. Estes materiais podem ser feitos da
areia, que cobre a superfície de Marte. À medida que os habitantes se
acomodarem, vai começar a trabalhar também a estufa e na lista de
materiais, utilizados inicialmente pela impressora, vai aparecer também o
amido de batata.
Quanto
a peças maiores, a sua "estampagem" é impossível. Será preciso trazer
um cutelo a laser a fim de dividir as folhas "impressas" de plástico e
obter mediante a colagem estruturas de qualquer tamanho. Pretende-se
imprimir mesmo o alimento que será utilizado por pioneiros – a
impressora vai misturar pós especiais com a água e atribuir-lhes,
inclusive, o aspecto de uma fritada de ovos ou de bife.
Teoricamente
a idéia de criação de um povoado no Planeta Vermelho é realizável, mas
vai exigir gastos astronômicos, - reputa o comentarista da revista
"Novosti Kosmonavtiki" ("Notícias de Cosmonáutica") Igor Lisov.
"Se
se tem o objetivo em vista – criar uma colônia no Marte, pode-se
afirmar que o atual nível da cosmonáutica permite realizar esta tarefa.
As despesas serão enormes: a lista de preços vai começar com cem bilhões
de dólares."
Aliás,
nem todos os peritos concordam com isso. Se os colonos ficarem no Marte
para sempre e não será preciso trazê-los de volta para a Terra, as
despesas serão menores. É precisamente isso que pretendem fazer Mars
Wan, Elon Musk e Mars Fondation. Isto permitirá economizar o dinheiro e a
carga inapreciável do foguete que vai levar a expedição. A carga
inicial do equipamento dos primeiros moradores vai superar umas 5–10
vezes a massa do rover Curiosity. Falando a propósito, isto depende
também do quanto os cientistas terrestres conseguirem avançar no tocante
à questão de transformação dos resíduos. O projeto marciano irá
estimular o desenvolvimento de tecnologias na Terra, - assevera Andrei
Ionin, membro-correspondente da Academia Russa de Cosmonáutica
Tsiolkovsky.
"Todas
as tecnologias, isto é, as impressoras tridimensionais, os sistemas de
transformação secundária e as biotecnologias relacionadas à capacidade
do homem de sobreviver em condições extremas são perfeitamente
comerciais também na Terra. O dinheiro gasto será recuperado em breve. É
nisso que consiste o sentido do "bilhete de viagem só de ida para o
Marte". O desenvolvimento de tecnologias com grande potencial de venda
na Terra permitirá realizar este projeto com o mínimo de participação
por parte do Estado."
No
entanto, a construção de bases marcianas com ajuda de impressoras não é
um projeto de próximos dez ou vinte anos, mas de um futuro mais remoto.
Semelhantes dispositivos ainda não saíram da idade de "tenra infância",
- assevera Yuri Karash, membro-correspondente da Academia Russa de
Cosmonáutica Tsiolkovsky.
"Quando
ouvi falar que se pretende "estampar" com ajuda de impressora uma base
situada no outro planeta, lembrei-me que em princípios da década de 50,
quando começava a construção de helicópteros, supunha-se que estas
aeronaves seriam um dia acessíveis que nem bicicletas. Que qualquer
família estaria em condições de adquirir esta aeronave a preço de um
automóvel e fazer vôos para a loja, cinema ou para passear num parque.
Semelhantes planos eram acalentados também no tocante à energia atômica.
Supunha-se que se podia construir um avião ou automóvel com motor
atômico e, inclusive, criar um relógio movido pela energia atômica. Mas
sabemos que tudo isso está bem longe. Aquilo que se concretiza com
facilidade no papel ou no laboratório, nem sempre resulta fácil na vida
real."
Uma
impressora tridimensional é máquina que "estampa" no sentido direto
desta palavra peças de plástico e de outros materiais de acordo com os
parâmetros, indicados no file especial com o respectivo desenho. No
próximo ano um dispositivo destes será posto pela primeira vez à prova a
bordo da Estação Espacial Internacional.






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