Uma unidade militar de combate composta por 13 mulheres, entre 17 e 35 anos, foi formada nesse mês de junho na Síria.
Até o ínicio da guerra civil, há mais de dois anos, dez dessas mulheres trabalhavam como professoras e três eram estudantes. Hoje elas pegam em armas e atuam na linha de frente dos confrontos no país.
A seguir, conheça a história dessas combatentes
Até o ínicio da guerra civil, há mais de dois anos, dez dessas mulheres trabalhavam como professoras e três eram estudantes. Hoje elas pegam em armas e atuam na linha de frente dos confrontos no país.
A seguir, conheça a história dessas combatentes
A unidade "Umm al-Mumineen Aisha", composta
inteiramente por combatentes mulheres, começou a atuar em conjunto com
soldados do Exército Livre da Síria (ELS), de acordo com matéria
publicada pela agência de notícias Anadolu Agency, nesse mês de junho.
Elas atuam para derrubar o presidente sírio Bashar al Assad do poder, cuja família está há mais de 40 anos no comando da Síria
Elas atuam para derrubar o presidente sírio Bashar al Assad do poder, cuja família está há mais de 40 anos no comando da Síria
A oficial comandante do grupo é Ummu Amr (nome de combate), uma mulher de 35 anos, casada com um vendedor de produtos eletrônicos e mãe de dois filhos.
— A guerra já dura tanto tempo que acabou se tornando uma parte da nossa rotina. Nós, mulheres, estamos tentando fazer a nossa parte para ajudar
A primeira vez que Ummu esteve no meio de um campo de batalha foi para tentar ajudar os órfãos de combatentes opositores durante confrontos na cidade de Aleppo.
— Como a luta se trava nas ruas das cidades, aprender a usar uma arma e usá-la de verdade se torna uma necessidade para sobreviver
Para a oficial, o treinamento militar feminino é importante para que “possamos proteger nossas casas e nossas crianças sempre que for necessário, de todos os perigos que estão à espreita do lado de fora”
Antes de pegar em armas, as soldadas foram levadas a região de Salah ad-Din, próxima ao litoral do país, para receber um treinamento militar.
Um dos primeiros exercícios realizados tinha o objetivo de fazer com que elas se acostumassem ao som dos disparos das armas de fogo.
Após a formação física e militar, o treinamento continua em bairros evacuados do país, onde as soldadas aprendem, na prática, a correr e a se esconder em meio aos escombros de prédios danificados, além de receberem instruções sobre como desviar de possíveis atiradores inimigos
Fatma, uma combatente de 24 anos, era professora de inglês antes da guerra civil. Ela perdeu entes queridos e sua vida mudou completamente quando a guerra eclodiu.
— Lutar não é uma escolha para mim, é uma obrigação
Quando os homens do Exército Livre da Síria precisam de descanso, as combatentes assumem a posição — e na linha de frente. Muitas vezes elas chegam a menos de 15 m das trincheiras inimigas
Alguns dos rebeldes sírios ainda se sentem desconfortáveis por terem que conviver com mulheres entre eles. No entanto, eles admitem que as soldadas são muito mais prudentes e mais talentosas como franco-atiradores.
Aos poucos, eles chegam a um consenso de que é uma boa ideia ter a ajuda das combatentes no campo de batalha.
Em mais de dois anos de guerra, o conflito armado na Síria já deixou mais de 90 mil mortos, segundo as Nações Unidas — metade das vítimas são civis.






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